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Abafe o Caso
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Informação verificada pela equipe do SeAlui.

É #AbafeOCaso que a Terra ficaria sem gravidade por sete segundos

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Publicações que circularam nas redes sociais afirmavam que a Terra perderia a gravidade durante sete segundos em 12 de agosto de 2026. Segundo a narrativa, a NASA conheceria o fenômeno, mas esconderia informações da população. A alegação é falsa e não tem fundamento científico. A data anunciada já passou sem que o evento previsto acontecesse.

As mensagens afirmavam que a suposta perda de gravidade poderia provocar entre 40 milhões e 60 milhões de mortes e desencadear uma crise econômica mundial que duraria uma década. Para dar aparência de credibilidade à história, as publicações mencionavam um suposto documento secreto da NASA e um projeto chamado Anchor.

O que a apuração encontrou

Uma checagem publicada pelo Polígrafo, veículo português especializado em verificação de informações, em 24 de janeiro de 2026, identificou que a alegação circulava em diferentes idiomas e tinha sido divulgada em uma publicação no Instagram.

Segundo a narrativa, o suposto projeto Anchor teria custado US$ 89 bilhões e sido criado para preparar a humanidade para uma anomalia gravitacional prevista para agosto. As publicações atribuíam o fenômeno à interação de ondas gravitacionais provenientes de buracos negros.

A apuração não encontrou registros que comprovassem a existência desse projeto ou do alegado vazamento de informações. A NASA também negou a previsão em resposta a uma solicitação feita pelo veículo Snopes, conforme relatado pelo Polígrafo.

De acordo com a declaração atribuída à agência espacial, a Terra não perderia a gravidade naquela data. A força gravitacional do planeta está relacionada à sua massa e não pode simplesmente desaparecer por alguns segundos nas condições descritas pela publicação.

O que realmente aconteceu em 12 de agosto

A data mencionada nas mensagens estava relacionada a um fenômeno astronômico real. Em 12 de agosto de 2026, ocorreu um eclipse solar total, que pôde ser observado em uma faixa específica do planeta.

Segundo a NASA, a trajetória do eclipse passou pela Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, oceano Atlântico, Espanha e uma pequena parte de Portugal. Nos locais situados na faixa de totalidade, o fenômeno durou menos de dois minutos e meio.

Isso significa que a Lua encobriu temporariamente o Sol em determinadas regiões. O eclipse não provocou o desaparecimento da gravidade e não representou um apagão mundial.

O Observatório Nacional, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, informou que o eclipse de 12 de agosto não seria visível de nenhuma parte do Brasil, nem mesmo parcialmente. A instituição explicou que a visibilidade depende da posição geográfica dos observadores em relação à trajetória do fenômeno.

Por que a história não faz sentido científico

A gravidade é uma propriedade física associada à massa dos corpos. A Terra exerce atração gravitacional sobre pessoas, objetos, oceanos e atmosfera. Para que a gravidade total do sistema terrestre sofresse a alteração descrita na publicação, seria necessário que houvesse uma mudança física extraordinária na massa do planeta.

O eclipse solar não produz esse efeito. Durante o fenômeno, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando parte ou toda a luz solar em determinadas localidades. A relação gravitacional entre esses corpos é conhecida e pode ser calculada.

A NASA também esclareceu, por meio da declaração reproduzida pelo Polígrafo, que o eclipse não teria efeito incomum sobre a gravidade terrestre. Não há evidências de que ondas gravitacionais de buracos negros provocariam a suposta interrupção de sete segundos.

A combinação de uma data exata, números elevados de vítimas, um suposto documento secreto e a alegação de que autoridades esconderiam informações é utilizada na narrativa para provocar medo e criar a impressão de que existe uma ameaça iminente.

Uma previsão que não se confirmou

A data anunciada pelos autores do boato já passou. O eclipse solar previsto ocorreu conforme os cálculos astronômicos, restrito à sua trajetória geográfica, sem que a Terra perdesse a gravidade durante sete segundos.

A existência de um fenômeno astronômico real foi utilizada para dar aparência científica a uma história sem evidências. Não foram apresentados documentos autênticos da NASA, pesquisas científicas ou registros verificáveis que sustentassem a existência do Projeto Anchor ou a previsão de milhões de mortes.

O caso demonstra a importância de consultar fontes científicas e documentos verificáveis antes de compartilhar previsões catastróficas. Uma data precisa ou o uso do nome de uma agência espacial não tornam uma alegação verdadeira.

Veredito final

Por meio dessa apuração, o SeAlui classifica o conteúdo como Abafe o Caso. Isso aí é assombração antiga ou piada de internet que o povo levou a sério. Não tem pé nem cabeça, é melhor deixar para lá e abafar o caso.

Fontes consultadas

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